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sábado, 14 de outubro de 2017

Cidade Alta de Felipe Guerra na Data do Abreu

*Por Geraldo Fernandes


Em um minucioso estudo feito em antigos documentos, verificamos que a atual Cidade Alta do município de Felipe Guerra está encravada na famosa “Data do Abreu”. Cuja data teve como seus primeiros donos, os irmãos Domingos Borges de Abreu e Veríssimo de Abreu, pois os mesmos receberam a concessão dessas terras através de Carta de Data de Sesmaria em 7 de abril de 1717.

Podemos constatar ainda através de antigos mapas, que a Data do Abreu tinha seu tamanho de 15.840 metros de cumprido por 5.693 metros de largura. Começava no pé da serra onde a mesma fazia divisa com a “Data do Boqueirão” e seguia em linha reta até encostar com as terras do Algodão e Sítio do Góis. Sendo esses sítios encravado dentro da “Data do Romualdo”, cujo sesmeiro foi Romualdo Machado. Ainda em antigos documentos datados de 1871, se observa claramente que a Data do Abreu no ano de 1868, já pertencia ao Coronel Antônio Francisco de Oliveira. 

Com o falecimento do Coronel Antônio Francisco de Oliveira, a Data do Abreu passou para o domínio de seus herdeiros, tanto é que no ano de 1927, a dita data teve uma nova demarcação, sendo o topógrafo o senhor Francisco Alves Maia. E lá se ver , através do seu mapa, que naquele ano, os herdeiros do Coronel Antônio Francisco de Oliveira, tinham 80% das terras da Data do Abreu. Entre os herdeiros destaco: sua filha Gesumira Gurgel de Oliveira, casada com Tibúrcio Valeriano Gurgel do Amaral,como também  seus dois netos, sendo eles: Tibúrcio Gurgel Filho e Elesbão Gurgel de Oliveira(Padre Elesbão). Os 20% restante da data do Abreu estavam no comando de Joaquim de Sousa Morais e Teonila nogueira de Sousa Barra.

Fonte: Mapa de demarcação da Data do Abreu, ano de 1927

Geraldo Fernandes é pesquisador e historiador e membro da academia Apodiense de Letras.

sábado, 23 de setembro de 2017

O primeiro prefeito de Felipe Guerra


O Coronel da Polícia Militar José Antônio da Silva, nascido em 20 de maio de 1907, natural de Pombal, no Estado da Paraíba. 

Foi nomeado como o 1º prefeito de Felipe Guerra pelo então governador Aluizio Alves, tendo tomado posse no dia 25 de outubro de 1964. Ficando no comando do município até o dia 31 de janeiro de 1965, na oportunidade passava os destinos do novo município para o prefeito eleito, o senhor Eilson Gurgel do Amaral. José Antônio faleceu em Natal no dia 15 de outubro de 2004. 

Fonte: Geraldo Fernandes, pesquisador da história felipense.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Subsídio histórico sobre a comunidade de Santana

*Por Geraldo Fernandes


As terras que compreende a comunidade de Santana, tiveram como primeiros proprietários as irmãs Margarida de Oliveira Nogueira e Antônia de Freitas Nogueira. Ambas irmãs do fundador do Apodi/RN, Manoel Nogueira Ferreira, sendo elas filhas do patriarca Matias Nogueira Ferreira.

No segundo volume das 929 sesmarias do Rio Grande do Norte, encontra-se a doação desta data de sesmaria de número 95, constatando o requerimento de doação das terras que compreende a Lagoa do Pacó entre o Boqueirão e Apanha-Peixe. Cuja doação dessas terras, foi feita por carta de datas de sesmaria expedita no dia 4 de junho de 1740, concessão feita pelo capitão-mor do Rio Grande do Norte, Francisco Xavier de Miranda Henrique. Com o passar dos anos, por volta de 1780, o português Capitão José Fernandes Pimenta, dono da fazenda “Sabe-Muito”, compra boa parte dessas terras que pertenciam a Família Nogueira. Principalmente a Data do Pacó. 

Como surgiu a comunidade de Santana

Como se observa antes não existia “Santana”, era simplesmente "Data do Pacó", foi quando apareceu Pedro Barbosa de Santana, e se casa com Mariana de Jesus, sendo ela filha do Capitão José Fernandes Pimenta e Josefa Maria da Conceição. Pedro Barbosa de Santana, de pronto edificou sua casa e em seguida uma fazenda de gado, próximo a dita comunidade, então quando os viajantes queriam vir a tal fazenda diziam ‘’Vamos lá para a Santana’’, uma referência ao dono da fazenda. A partir daí surgiu o sugestivo nome.

Pedro Barbosa de Santana veio a óbito no dito lugarejo como também sua esposa Maria de Jesus, pois a mesma faleceu no dia 12 de julho de 1792, deixando os seguintes filhos: José Joaquim de Santana, João e Josefa. Desses três filhos, surgiram as seguintes famílias dessa comunidade: Canela, Travessa, Oliveira, Santana e Barbosa.

A Data do Pacó, tinha seu tamanho original de três léguas de cumprido por uma de largura. Segundo documentos oficiais, essas terras era uma das mais cobiçadas da Ribeira do Apodi, tudo por conta da sua exuberante lagoa. No ano de 1815, as terras que compreende a Data do Pacó como também a fazenda já estava sobre o domínio de André de Albuquerque Maranhão, tanto é que a fazenda Pacó foi confiscada no ano de 1817, pelo fato que André de Albuquerque Maranhão era chefe da Revolução Pernambucano no Rio Grande do Norte.

A Vila

Os primeiros moradores que construíram suas casas de pau a pique, ou seja, seus primeiros ranchos, por volta de 1847, foram: João Medeiros, Casimiro Siliveste, que vem ser pai de Juá; Raimundo Cidor Francisco das Chagas de Lima, pai do meu avô Artur; Docá de Mazú, pai de Maria de Juá.

“Fonte: Livro Datas e notas para a História de Apody”, autor Marcos Pintos
Pesquisa de campo feita pelo Autor

*Geraldo Fernandes é pesquisador, historiador, poeta e membro da Academia Apodiense de Letras - AAPOL.

domingo, 17 de setembro de 2017

O apogeu da Cidade Baixa

Por Geraldo Fernandes



No inicio da década de 1970, ao final da década de 1980, a Cidade Baixa em Felipe Guerra vivenciou seus anos de glória. O pequeno município se tornou um dos maiores centros comerciais da região do Alto Oeste Potiguar. Nos antigos armazéns que ainda existem no local, eram armazenados algodão, ceras de carnaúbas, arroz, tecidos e rapaduras, tais produtos eram comercializados na feira local, que era realizada sempre às segunda-feiras. A feira livre da cidade baixa era uma das mais movimentadas do interior do Estado, vários feirantes se descolocavam até a nossa cidade para comprar o arroz vermelho, banana juá, vassoura e o pó de carnaúba. Hoje, a Cidade Baixa ainda mantém na sua arquitetura a memória de tempos gloriosos pelos quais ela passou.

Nos antigos casarões da família Gurgel, ainda é possível observar alguns imóveis que abrigaram instituições importantes, tais como a sede da prefeitura, a sede dos correios, a casa do motor a diesel, que fornecia energia para alimentar as lâmpadas dos postes, o antigo mercado público e uma série de prédios conjugados onde funcionavam armazéns e “bodegas”(mercearias que comercializavam produtos alimentícios). 

Porém no ano de 1985, a Cidade Baixa, vivenciou uma grande enchente, a cidade ficou totalmente inundada, as águas do rio Apodi trouxeram grandes prejuízos para o comércio local. Aja visto que vários prédios não resistiram a força das águas e desmoronaram, os comerciantes do local tiveram prejuízos incalculáveis. Isso fez com que os comerciantes e moradores abandonassem a cidade baixa e passaram a construir suas residências e o comércio na parte alta da cidade e esvaziando a parte histórica. 

*Geraldo Fernandes é pesquisador, historiador, poeta e membro da Academia Apodiense de Letras - AAPOL. 

sábado, 16 de setembro de 2017

Subsídio histórico sobre Pedra de Abelhas - atual Cidade Baixa

*Por Geraldo Fernandes

Foto:  Valcione Lucena

O Distrito de Pedra de Abelhas, onde hoje é o Bairro Cidade Baixa, foi uns dos primeiros núcleos estradeiros da região do Apodi. Surgiu por conta das constantes cheias do Rio Apodi, que assolava o Sítio Brejo, foi quando Tilon Gurgel do Amaral decidiu construir no ano de 1900 a primeira casa de alvenaria na região da pedra, que mais tarde, passou a se chamar de “Pedra de Abelhas”. 

Ao construir a sua casa na região Alta ou na Pedra, Tilon Gurgel de imediato colocou um pequeno comércio, aja visto que o lugarejo passou a ser um pouso obrigatório para os comboieiros da região do Alto Oeste, que descia com destino a cidade de Mossoró. Com o passar dos anos, o Sr. Tilon Gurgel colocou uma beneficiadora de Arroz e uma descaroçadora de algodão, isso fez com que, o pequeno distrito fosse aos poucos se desenvolvendo e atraindo novos moradores. Como foi o caso do senhor Francisco Diógenes Filho, que percebendo o progresso do novo distrito, resolver investir construindo um grandioso casarão, datado de 1914. Dois anos depois, mais precisamente no dia 15 de setembro de 1916 o Sr. Francisco Diogenes Filho se casava com Caetana Jesumira Gurgel do Amaral, sendo ela irmã legitima de Tilon Gurgel

Nos anos seguintes, o pequeno Distrito de Pedra de Abelhas já se encontrava em pleno desenvolvimento. Para consolidar o progresso do pequeno distrito, o Coronel Tibúrcio Valeriano Gurgel do Amaral resolveu edificar uma capela no ano de 1918, tendo como padroeira Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Cuja primeira missa foi realizada pelo padre Benedito Brasílio Alves no dia 24 de outubro do mesmo ano. 

No final dos anos 20, o pequeno Distrito de Pedra de Abelhas ganhava sua feira livre, onde os pequenos produtores e agricultores, traziam seus produtos para serem comercializados na feira local. Naquela época, todo comércio do pequeno distrito era comercializado no pequeno barracão, aja visto que no lugarejo ainda não existia um mercado publico, 

*Geraldo Fernandes é pesquisador, historiador, poeta e membro da Academia Apodiense de Letras - AAPOL. 

Fonte: Livros pesquisados - O Velho Sobrado de Otto de Brito Guerra, 
Recenseamento rural do Brasil, realizado em 1° de setembro de 1921
Pesquisa de campo realizada pelo autor. 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Diploma de Tonhô Pascoal, 1968

Clique na imagem para ampliar
Diploma de Vereador de Antonio Pascoal Filho 

Tonhô Pascoal foi eleito vereador do município de Felipe Guerra com 55 votos pela ARENA(Aliança Renovadora Nacional) na eleição municipal de 15 de novembro de 1968. Tonhô Pascoal foi o sexto mais votado daquele pleito.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Tonhô Pascoal - ex-vereador


ANTONIO PASCOAL FILHO, conhecido por Tonhô Pascoal, nasceu no dia 17 de dezembro de 1924, no Sítio Várzea, na época encravado no município de Apodi, e hoje no município de Felipe Guerra/RN, filho de Antonio Pascoal da Costa e de Cecília Marques de Souza. Ficou órfão do pai e passou como filho de maior idade, a ser o responsável pela casa juntamente com 14 irmãos, sendo 10 homens e 4 mulheres.     

Trabalhava na agricultura familiar e no período do verão costumavam fazer o corte de palhas onde passavam  180 dias acampados com toda família em uma grande barraca no centro do carnaubal.
                      
Estudou na  Isolada do Sítio Rosário com a  professora Abigail Feitoza, onde estudou até o 5º ano primário, já depois de adulto. 

Em 22 de novembro de 1965, casou-se com a professora comunista Abigail Feitoza Pascoal que o incentivou a enveredar na política, sempre fiel ao grupo político do Dr Eilson Gurgel,  lider do recém criado município de Felipe Guerra(antiga Pedra de Abelhas). Desse matrimônio tiveram 06 filhos: Francisco Ubirajara Feitoza Pascoal, Francisco Ubiracy Feitoza Pascoal, Francisco Uerbet Feitoza Pascoal, Francisco Feitoza Sobrinho, Júlia Cecília Feitoza Pascoal e Jacira Cristine Feitoza Pascoal, e e mais outros 10 que vieram estudar e foram criados como filhos por Dona Abigail e Seu Tonhô.

Quando sua esposa faleceu em 17 de outubro de 1977, foi um verdadeiro  herói criando os filhos sozinho, todos com honra e responsabilidade.

Foi o primeiro membro da família Pascoal a ser político, depois teve seu irmão Raimundo Pascoal, que foi vereador, vice-prefeito e prefeito por duas vezes do município de Felipe Guerra.Atualmente temos os vereadores Ubiracy e Ronaldo Pascoal(filho de Raimundo) exercendo mandato legislativo, que fora iniciado por Tonhô Pascoal, em uma época que vereador nem provento recebia.

Em  15 de novembro 1964, ingressou na política felipense ao ser eleito vereador pelo Partido Social Progressista(PSP) com 67 votos, tornando-se o 4º mais votado naquele pleito. Foi empossado no cargo em 31 de janeiro de 1965.

Em  15 de novembro de 1968 foi reeleito com 55  votos pela Aliança Renovadora Nacional(ARENA). Tomou posse  no dia 31 de janeiro de 1969, concluindo o mandato em 1973.

Na eleição de 1972, disputou novamente o cargo de vereador de Felipe Guerra, obteve 81 votos,  mas não foi eleito, ficou na 1º suplência.

Na eleição municipal de 15 de novembro de  1976,   foi eleito  pela ARENA com 108 votos como o segundo mais votado,   para o terceiro mandato de vereador, tomando posse em 31 de janeiro de 1977, permanecendo no cargo até 1982. Foi Vice-Presidente da Câmara Municipal de Felipe Guerra.

No ano de 1982, disputou novamente uma vaga na Câmara Municipal, desta vez pelo Partido Democrático Social(PDS), tendo obtido 112 votos, ficando na 2º suplência  da coligação.

Seu Tonhô era um homem muito simples, costumava  tratava as pessoas como "belezinha", foi o vereador que fazia estradas desde o Sítio Rosário até  "Pedra de Abelhas" com as próprias mãos, era em uma carroça que prestava assistência quando alguém adoecia.

Após deixar a política, passou a dedica-se a família. Antonio Pascoal Filho faleceu em sua terra natal, no dia 05 de junho de 2005, aos 80 anos de idade, vítima de problemas cardíacos. 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Ubiracy Pascoal - vereador


FRANCISCO UBIRACY FEITOZA PASCOAL, natural de Felipe Guerra/RN, nasceu no dia 19 de outubro de 1967, filho de Antonio Pascoal Filho(Tonhô Pascoal) e da professora Abigail Feitoza Pascoal. Criado no Sitio Rosário, zona rural de Felipe Guerra, Ubiracy sempre foi muito ligado ao campo,  onde trabalhava na agricultura, na plantação de legumes,  como criador de caprinos, ovinos e suínos,  sempre fez de tudo um pouco, da padaria ao forno de cal.

É casado com a funcionária pública Maria Lúcia Souza Pascoal, com quem teve dois de seus três filhos: Dr Edpo Kadu Souza Pascoal-Médico e Lycia Abigail Souza Pascoal-IFRN/Apodi e Rômulo Rafael Bezerra Pascoal, estudante  de enfermagem em São Paulo.

Iniciou o ensino  fundamental na Escola Isolada do Rosário, e concluiu na Escola  Municipal José do Patrocínio Barra, na cidade de Felipe Guerra/RN. Concluiu o ensino médio através do Curso Supletivo da Educação de Jovens e Adultos. Em 2017, iniciou o curso de Gestão Pública na Universidade Paulista - UNIP Apodi. 
                     
Trabalhou como técnico em laboratório no Hospital  Regional Helio Morais Marinho(antiga Fundação Walfredo Gurgel)  na cidade de Apodi/RN, entre 1990 a 1996. Trabalhou no laboratório do Hospital Municipal Dr. Eilson Gurgel, da Prefeitura de Felipe Guerra de 1995 a 1998.

Seu pai Tonhô Pascoal foi vereador por três mandatos, sendo um dos parlamentares presentes na instalação do município de Felipe Guerra no ano de 1963, e sua mãe  que era uma professora  comunista,  fez com que desperta-se em si o desejo de  entrar na política felipense.

Na política Ubiracy sempre tentou enveredar pela esquerda, mas o PSDB acabou sendo o seu primeiro partido político, tendo depois seguido para o PFL e atualmente está filiado no PR. Mesmo assim, considera-se como uma pessoa de centro-esquerda, sem expressar o radicalismo, sempre procurando o tom de conciliador.                  
                     
Logo após as lutas estudantis e sindicais das quais estava envolvido, candidatou-se pela primeira vez ao cargo de vereador de Felipe Guerra na eleição municipal de 1996, sendo eleito pelo PSDB(Partido da Social Democracia Brasileira) com 321 votos, como o segundo mais votado daquele pleito. Em 2000, foi reeleito pelo PFL(Partido da Frente Liberal) obtendo 341 votos.

Na eleição municipal de 2004, foi reeleito para seu terceiro mandato com 420 votos, desta vez pelo PR(Partido da República). Por esse mesmo partido foi reeleito nas eleições de 2008(com 480 votos), 2012(com 421 votos) e 2016(com 415 votos). É o único vereador de Felipe Guerra que possui 06(seis) mandatos  consecutivos, estando atualmente cumprindo o seu mandato para a legislatura 2017/2020. É o parlamentar que possui o maior número  de indicações, requerimentos, audiências públicas e leis de sua autoria.

É filiado ao Sindicato dos trabalhadores e trabalhadoras na agricultura familiar de Felipe Guerra  - SINTRAF FG desde o ano de 2012, e atua como coordenador administrativo e coordenador Regional da UVERN(União dos Vereadores do Rio Grande do Norte).  

Principais projetos de sua autoria que foram transformados em leis municipais de Felipe Guerra: 


  • Lei da Ficha Limpa -  Quem tem condenações por improbidade ou desvios de recursos, ficam proibidos de assumirem cargos públicos no município;
  • Lei Municipal do fardamento escolar gratuito e obrigatório para a toda rede Municipal de ensino;
  •  Lei Municipal do SIM  - Felipe Guerra é a 2° cidade do RN a aprovar a lei do sistema de inspeção Municipal para todos  os derivados de origem animal e vegetal.                
  • Lei Municipal dos taxistas - regulamentada;                
  • Transportes escolar gratuito para universitários e  estudantes do IFRN;

Além de lutas pelo transporte gratuito em todas as comunidades que no início não existia , hoje tem como bandeira de luta a defesa da agricultura familiar e do projeto de desenvolvimento do turismo ecológico a partir da "Roda das Cavernas", onde o Rosário é o berço dos lajedos, cavernas e a cachoeira do caripina, como meios de geração de emprego e renda.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

A renúncia do prefeito Eilson Gurgel

Por Geraldo Fernandes*

Dr. Eilson Gurgel, Primeiro Prefeito Constitucional de Felipe Guerra

No dia 30 de junho de 1969,  às 8 horas,  Dr Eilson Gurgel do Amaral, renunciava ao cargo de prefeito municipal na cidade de Felipe Guerra. A renúncia ocorreu na Câmara Municipal de Felipe Guerra através de uma sessão extraordinária, presidida pelo o vice-prefeito José Barra Neto. Estavam presentes na sessão os seguinte vereadores: Francisco Chagas da Silva, Francisco Ferreira do Rosário, José Celestino de Góis , Alberto Medeiros de Ataíde, Domilson Crisostomo da Silva, Pacifico Pinto Barra e Antônio Pascoal Filho, logo após a renúncia, os trabalhos legislativos passaram a ser presididos pelo o 1° vice presidente, o vereador Francisco Chagas da Silva, que de imediato deu posse ao novo prefeito,  o senhor José Barra Neto. 

Na oportunidade fez juramento perante os presentes, em nome do prefeito recém-empossado, o senhor Raimundo Pinto Barra usou da palavra para agradecer a confiança depositada ao senhor José Barra Neto, em seguida falou Dr. Eilson Gurgel, que bastante emocionado fez um breve balanço da sua administração, como também agradeceu aos vereadores e o povo em geral, desejou votos de uma boa administração e progresso para o município.

Fonte: Câmara Municipal de Felipe Guerra, ata do dia 30 de junho de 1969. 

GERALDO FERNANDES é Pesquisador,  poeta e membro da Academia Apodiense de Letras.

domingo, 30 de abril de 2017

A passagem do Bando de Lampião no território felipense em 1927

O Sítio Lajes – Esta propriedade situa-se após a ladeira do Mato Verde, em uma área onde atualmente as carnaubeiras desaparecem e retorna a dura vegetação típica da caatinga. 

Na época de Lampião, ou seja no ano de 1927 o que se via era um deserto de mata fechada onde existia algumas casas. essa dita casa foi à sede da propriedade Tabuleiro Grande, atualmente demolida. Entretanto, através do relato de Edmundo Paulino da Silva, morador do sítio Arapuá, ele nos informou sobre um interessante relato que lhe foi passado pelo seu pai e avô, respectivamente João Paulino da Silveira e Pedro Filho.

Um conjunto de casas alteradas e abandonadas, ainda existentes a margem da mesma estrada que serve como ligação entre as cidades de Governador Dix Sept Rosado e Felipe Guerra, pertencente às terras do Tabuleiro Grande, foi igualmente invadido pôr uma tropa avançada do grupo de cangaceiros.

Segundo o agricultor Edmundo Paulino da Silva, estas casa abandonadas, já alteradas, teriam sido o local onde existiu a mercearia de Pedro Jurema, invadida por membros do bando, que só não atearam fogo em um comboio de algodão, por ordem de Lampião.

O lugar pertencia a Pedro Jurema, que tinha uma pequena mercearia no lugar. No momento da passagem do bando um pequeno grupo de comboieiros de algodão estava no local. Pedro Jurema jogou pela janela um saco com suas parcas economias e saiu pela mesma janela em desabalada carreira. Segundo Edmundo, Pedro Jurema fugiu e deixou “que seus fregueses se entendessem com os homens de Lampião”.

Os cangaceiros então invadiram a bodega, passaram a beber cachaça tranquilamente e a “aliviar” os comboieiros de seus pertences. Logo, movido pelo álcool, um dos cangaceiros teve a infeliz idéia de queimar o algodão transportado. Neste momento chega Lampião que interrompe a farra.

Ele prontamente cancela a ordem de tocar fogo no produto transportado elos comboieiros. Estes ficam muito agradecidos ao chefe do bando. Logo os transportadores de algodão começam a tanger seus animais e se afastam rapidamente do local.


Por Rostand Medeiros
Via Geraldo Fernandes - pesquisador felipense 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Subsídios históricos do Sítio Mulungu

Por Geraldo Fernandes 

Capela do Sítio Mulungu. Foto: Jotta Maria 

O Mulungu é uma das comunidades mais antigas do município de Felipe Guerra, sendo ela encravada dentro das datas do "Bom Sucesso". Os primeiros registros desta comunidade foram no dia 14 de janeiro de 1788, quando Domingos Fernandes de Sousa e Felix Antonio de Sousa recebiam uma concessão de Carta de datas e sesmaria passada pelo Capitão-Mór, José Barbosa Gouveia, dando-lhes trés léguas de terras de cumprido por uma de largura, começando no "Pau do Tapuio" e terminando estas terras do Bom Sucesso para parte do Jaguaribe já extremando com o Estado do Ceará. 

O nome Mulungu surgiu por conta da dita árvore, pois essas espécies de plantas chamadas popularmente de "Mulungu" ou "eritrina", era muito comum na nossa região. Ela encontrava-se facilmente em toda a chapada do Apodi. Seu tamanho pode variar muito, mas são árvores de médio à grande porte.

Uma das pessoas de maior destaque desta comunidade foi Elisa Ferreira de Freitas, para se ter uma ideia no ano de 1921, ela foi apontada pelo censo realizado através do Ministério da Indústria e Comércio, como sendo a primeira mulher a ser dona de todas as terras do Sítio Mulungu, uma das mais ricas da Ribeira do Apodi. Hoje essa comunidade é uma das mais próspera de nosso município,  haja visto que a mesma fica no meio da Br 405, com acesso para qualquer lugar do Brasil.  Uma das belezas daquela comunidade é o açude que fica no Riacho do Tapuio,  segundo estimativa, tal açude tem sua capacidade de armazenar 100 mil metros cúbicos de água. O açude foi construído em 1979, juntamente com a construção da Br 405. O padroeiro da vila  é São Francisco, e a capela foi construída no ano de 1962. 

Fonte: Censo do Ministério da Indústria e Comércio de 1921. 

Geraldo Fernandes é Historiador/Pesquisador, poeta e Membro da Academia Apodiense de Letras(AAPOL).

domingo, 16 de abril de 2017

A Instalação do Município de Felipe Guerra

Por Geraldo Fernandes


No dia 25 de outubro de 1964, às 19 horas realizava-se a sessão de instalação do município de Felipe Guerra, sob a presidência do Sr. Isauro Camilo de Oliveira, prefeito do município de Apodi. Também estavam presentes os seguintes senhores: José Antônio da Silva, Dr. Eilson Gurgel do Amaral, Luiz Alves de Oliveira, e um grande número de populares. Após declarar aberta a sessão, o Sr. presidente, declarou instalado o município de Felipe Guerra, logo em seguida foi empossado para o cargo de prefeito municipal o Coronel da Policia Militar, José Antônio de Silva, nomeado por ato do Governador Aluízio Alves, de acordo com art. n°3 da lei n°3.041, de 27 de dezembro de 1963, conforme portaria de 16 de junho de 1964. Usou a palavra o senhor Eilson Gurgel do Amaral, tendo o senhor prefeito recém empossado usado a palavra para agradecer a homenagem, não havendo mais nada a tratar o senhor presidente deu por encerrada a presente reunião. 

Veja quem mais se encontrava presente nesse dia histórico do nosso município: 

JOSÉ FIRMO DO PATROCÍNIO, ARI ARES DE AMORIM, RAIMUNDO JULIÃO DE GÓIS, RAIMUNDO CABRAL, SIMÃO DE GÓIS, CÁSSIO GURGEL DE BRITO, PACIFICO PINTO BARRA, JOSÉ DIOGENES, FRANCISCO CHAGAS DA SILVA, MANOEL JOAQUIM DE SANTANA, FRANCISCO DE ASSIS GURGEL, DANIEL EUZÉBIO, LOURIVAL DE SOUSA BARRA, OLIVAR CARLOS BARRA, JOSÉ PINTO BARRA, JOEL CANELA FILHO, VALDOMIRO ALVES DA SILVA, PEDRO ALVES DA SILVA, BERENICE MACEDO, MARIA ALVANIR TAVARES, MARIA DE BRITO GUERRA, EROTILDE DE ALMEIDA, RAFAEL GURGEL DE BRITO, SEBASTIÃO PASCOAL DA COSTA, BENEDITO FRAGOSO, PAULO BARRA FILHO, JOAQUIM BARBOSA DE LIRA, FRANCISCO HENRIQUE DE OLIVEIRA, MANOEL VALENTIM DE OLIVEIRA, JOSÉ MARCOLINO, JOSÉ FIRMINO DE OLIVEIRA, RAIMUNDO GURGEL FILHO, JOSÉ RICARTE, SEBASTIÃO DOMINGOS DO ROSARIO, MARTINS SILVINO, MIGUEL JULIÃO DE GÓIS, PAULO FRANCISCO DO NASCIMENTO, MARIA RITA GURGEL, CÂNDIDO PASCOAL DA COSTA, JOSÉ MARIA DA SILVA.

Fonte: Ata da Câmara Municipal de Felipe Guerra do dia 25 de outubro de 1964. 

Geraldo Fernandes é Historiador/Pesquisador, poeta e Membro da Academia Apodiense de Letras(AAPOL).

domingo, 9 de abril de 2017

Max Morais - vereador


MAX IRAN DE MORAIS, nasceu na Maternidade Claudina Pinto  no dia 20 de outubro de 1989, no município de Apodi/RN, mas reside desde a sua infância no Sítio Santana, comunidade rural de Felipe Guerra/RN. É filho de  Izais Iran de Morais e Martilene Valentim de Morais. 

Começou a estudar aos 02 anos de idade, na creche comunitária de Santana, logo depois passou a frequentar a Escola Isolada  nessa mesma comunidade, onde cursou do 1º ao 5° ano. Devido a sua comunidade não ofertar o ensino fundamental completo, estudou do 6º ao 9º ano na Escola Municipal Professor Francisco de Acací Viana, no Sítio Mariana, municipio de Caraúbas/RN, até o ano de 2004.  Acordava de 05 horas da manhã para deslocar-se até a comunidade de Mariana, utilizando uma bicicleta como meio de transporte e muitas vezes percorria o trajeto a pé.

Desde pequeno, quando tinha apenas 08 anos de idade, Max já tinha vontade em ajudar a contribuir com a renda de sua família, vendendo verduras e fazendo vassouras de palha quando retornava da escola.

Cursou todo o ensino médio na Escola Estadual Antônio Francisco em Felipe Guerra, concluindo no ano de 2007. 

Estudou na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte(UERN), no Campus de Mossoró, onde fez alguns períodos do curso de Economia. Também cursou Matemática e Ciência da Computação na Universidade Federal Rural do Semi-Árido(UFERSA), na cidade de Caraúbas/RN. Entretanto, não concluiu nenhum destes por não está identificado com os cursos.

Atualmente, está fazendo  o curso técnico em Agronegócio pelo SENAR RN em Apodi/RN em uma parceria com o sindicato, com previsão de conclusão para este ano. Como filho de agricultores, Max sempre se identificava com essa área, por isso optou por escolher o curso de Agronegócio.      

Max foi Bolsista do programa PIBID da UFERSA e bolsista da EMATER RN.
Foi Monitor do Projeto Mova Brasil, projeto destinado para jovens e adultos não alfabetizados;

Foi o fundador  da  Associação dos Produtores Rurais da Comunidade de Santana(APRUCS), entidade fundada no ano de 2010, sendo eleito na época o primeiro presidente dessa entidade, e reeleito para mais um mandato no ano de 2013.

Durante o período em que esteve a frente da APRUCS diversas atividades foram realizadas em prol da melhora de sua comunidade, dentre elas podem ser citadas: natal solidário, páscoa feliz, arraial comunitário, distribuição de cestas básicas, a volta da Visão Mundial, indústria de lacticínios pelo RN Sustentável, ações voltadas na área da saúde, entre outras.

Foi membro do Partido do Movimento Democrático Brasileiro(PMDB) entre 2012 e 2015, chegando a exercer a função de Presidente da Juventude PMDB de Felipe Guerra. Também fez parte da comissão estadual do partido.

Em 2015, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro(PTB), e no ano seguinte teve que se afastar da presidência da APRUCS para disputar o cargo de vereador. Decidiu disputar aquele cargo eletivo já que sentia que sua comunidade necessitava de uma pessoa que lutasse por mais  melhorias  que atendessem os moradores de Santana e demais comunidades rurais.

No dia 02 de outubro de 2016, Max Morais foi eleito o vereador mais votado de Felipe Guerra, obtendo 509 votos. Foi empossado no cargo no dia 01º de janeiro de 2017 para o quadriênio 2017/2020. Agora empossado no cargo Max espera cumprir o papel de representar o povo, elaborando projetos que tragam benefícios para o Sítio Santana, bem como para o município de Felipe Guerra. 

sábado, 1 de abril de 2017

A Família Ponciano

Por Geraldo Fernandes 



A numerosa família Ponciano do Sítio São Lourenço , tem suas origens na pessoa de Manoel Ponciano Bezerra, nascido em 1818 no dito lugarejo,  casado com Tereza Maria da Conceição tendo ela falecida no dia 13 de agosto de 1908, aos 90 anos de idade. Já Manoel Ponciano faleceu no dia 18 de setembro de 1905, com 86 anos.

O casal deixou os seguinte filhos: 

1° - Antonio Ponciano nascido em 1845 , casado com Lucia Bezerra

2° - Francisca Ponciano´, nascida em 1848, casada com Domingos do Rosário.

3°- Maria Ponciano, nascida em 1850 casada com Manoel do Rosário.

4°- José Ponciano, nascido em 1856 casado com Maria das dores

5° - João Ponciano, nascido em 1858 casado Maria da conceição

6° - Ana Ponciano , casada com Manoel Lopes

Fonte: 1° Cartório de Apodi, Vide livro 2, fls. 55.

Geraldo Fernandes  é Pesquisador, historiador e membro da Academia Apodiense de Letras 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Chico de Joca - ex-vereador


No dia 17 de junho de 2013, uma segunda-feira morre na cidade de Mossoró o ex-vereador Francisco Ferreira Do Rosário(Chico de Joca). O ex-vereador e agricultor, Chico de Joca nasceu no dia 25 de março de 1926, e tinha 87 anos quando estava internado há 08(oito) dias, no Hospital Tarcísio Maia em Mossoró, vítima de um acidente doméstico. Tinha residência no Sítio Poço de Tilon, na divisa dos municípios de Apodi e Felipe Guerra, 

Francisco Ferreira do Rosário foi um dos primeiros vereadores deste município, ocupou a vereança do ano de 1965 até o ano de 1975.  Além disso, ele foi Presidente da Câmara Municipal no biênio 1975/1976.

Foi candidato a prefeito pela extinta ARENA (Aliança Renovadora Nacional) em 1976, tendo como vice o então vereador José Ribamar de Souza com total apoio do grande líder político da época e primeiro prefeito desta cidade, Dr. Eílson Gurgel do Amaral. Na campanha  saíram vitoriosos Francisco Chagas da Silva, conhecido como Titico de Adelino (prefeito) e Raimundo Luciano da Costa Pascoal. 

Fonte: Pesquisador Geraldo Fernandes.